Como lidar com as drogas?


Olá pessoal, hoje o assunto é sério. Vamos falar sobre drogas. Longe de lutar pela legalização da maconha ou coisa do tipo, mas sim como lidar com as drogas dentro da sua família.
Por experiência própria eu sei, que é árduo, lidar com uma pessoa que abusa das drogas, como é desgastante mentalmente e fisicamente e como é humilhante, tanto para o próprio individuo como para seus familiares. Mas antes de julgarmos o réu, precisamos ter informação. E é exatamente por esse motivo que eu escrevo esse post.
 
Imagem:Mundo da educação
 Drogas o que são, tipos e efeitos
O que é droga(s)?
Drogas são quaisquer substâncias entorpecentes que ingerimos ou injetamos em nosso corpo. Na sociedade em que vivemos, as drogas possuem níveis e classificação, sendo as ilegais (canábis- maconha), ou as legais (Vinhos e cervejas), sendo as  socialmente aceitas( medicamentos) e as não socialmente aceitas (crack). Existem diversos tipos de drogas psicotrópicas como bebidas alcoólicas, tabaco ( cigarro), solventes ( colas, loló, e lança perfume) maconha, cocaína, ecstasy e medicamentos. Mas todas merecem a nossa atenção, pois qualquer uso excessivo  pode causar prejuízos e levar a morte.
Quais drogas merecem atenção?
Todas, independente de qualquer coisa, se alguém na sua família, começa a abusar de alguma substância, é caso de prestar atenção. Um exemplo, você percebe que sua mãe toma remédio parar dor de cabeça todos os dias, (isso por si só já é preocupante), mas agora ela está tomando 2 – 3 comprimidos por dia.  Logo é melhor procurar orientação médica. Esse é um exemplo simples e comum, mas se encaixa em todos os tipos de drogas. Normalmente é algo mais social, no final de semana, ou quando sai com amigos, ou em festas, depois de um tempo, você começa o usar todos os dias para fugir de algo ( stress, problemas pessoais[...]), assim a droga se torna seu ponto de escape, e quando percebe-se, o vicio que pegou e você não se vê mais sem aquele pequeno “milagre”.
Imagem Brasil Escola O que são drogas?

Como conversar sobre o assunto?
Essa pode ser a maneira mais rápida de alertar um indivíduo que ele está passando do ponto, mas é preciso ser muito cauteloso com as palavras, lembrar que o abuso de drogas, a dependência delas é uma doença, e que a pessoa só é vítima.  Inicie a conversa de maneira descontraída, ou espontânea, contextualize e explique a situação.
No caso de uma conversa orientadora, para crianças e adolescente, iniciei contextualizando, mostrando os riscos, os limites, introduza exemplos de drogas socialmente aceitas como a cerveja, tenha diálogos claros e objetivos. Nada de dizer: Faça o que eu falo não o que eu faço.! Isso não funciona com as crianças e adolescentes, pois eles tendem a copiar comportamentos dos pais, avós e pessoas de seu convívio. Então mostrar os limites as causas e consequências é o melhor caminho, sempre esteja disposto a ouvir sem julgar e ser um exemplo.
Como ouvir sem julgar?
Com o meu trabalho, eu tenho contato com diversas crianças e adolescentes, eles gostam de contar suas experiências, seus conhecimentos, então ao falar sobre o assunto, se de alguma maneira surgir um “eu já usei”, não julgue, mas oriente algo do tipo: interessante e como se sentiu? E depois que o efeito passou? Usar não é o problema, mas abusar do uso sim.  Aumentando o dialogo para que o sujeito se sinta à vontade para continuar e receber as informações que precisa para se livrar do vício.  Para o caso onde essa conversa acontece em uma intuição religiosa, use como orientação o seguinte: Você precisa entender que o seu corpo é templo do espirito santo, e abusar dessas substâncias faz você destruir a morada de Cristo. E mostre os sintomas que causam, por exemplo, a cirrose – pelo abuso de álcool, o câncer no pulmão – pelo uso do tabaco etc.
Mas jamais diga: Nossa que sem juízo você é! Vai queimar no inferno! O pecado te pegou! Vou contar pro seus pais e você será castigado. Nossa não terá futuro mesmo tão jovem e já usando drogas.  – Isso não é ouvir sem julgar e não ajudará em nada!
Inclua aqui histórias pessoais, do tipo: como foi difícil ver meu pai se acabando com as drogas. Ou o dia em que usei droga e o que senti.  Essas histórias ajudam a contextualizar e trazer o ouvinte para a realidade apresentada. 
Imagem Unimed Ribeirão Preto
Dia mundial do combate a drogas

Como saber se o sujeito precisa de ajuda?
Observando os comportamentos “diferentes”, fora do “normal”, que levaram a desconfiança e a dúvidas. Observar os comportamentos é o melhor caminho, pois quando se observa o consumo, os gastos, e inicia-se uma investigação, onde a família passa a ser detetive, o sujeito entra na defensiva e tudo se torna mais difícil.  Ofereça ajuda, crie laços de confiança amizade, amor e carinho com a pessoa. Faça uma intervenção, mostrando o quanto se importa com ela, o quanto a ama, junte os amigos e os familiares, fale e mostre o valor que essa pessoa tem. E sempre esteja disposto a ajudar e a apoiar.
Quando houver deslizes, não brigue acuando de fracassado e outras coisas mais, diga que entende que é difícil mesmo mudar de hábitos, de um exemplo de vacilo seu, como por exemplo: eu tento perder uns 4 quilos já tem 6 meses, começo a dieta e caio na tentação, sei que é difícil mesmo, mas eu estou aqui e  sei que você irá conseguir. Demostrando empatia.
Indicativos:
Normalmente quando você inicia uma conversa com uma pessoa, que está abusando do uso de drogas, e ela tem noção dos riscos e que as vezes ultrapassa os limites, é muito normal que ela se desvenda dizendo:
“Eu não sou um drogado” “Eu não sou um alcoólatra” “Eu posso parar quando eu quiser” “Isso não me controla” “Isso não é quem eu sou” “Eu não faço isso que está dizendo” “Eu não sei do que está falando” etc...
Essas são frases defensivas que precisam ser destruídas, com paciência e dialogo. Pois demora um tempo para que a pessoa comece a aceitar que esta  viciada e que este vicio a controla como uma marionete. – Normalmente a pessoa fala, eu posso parar quando quiser e só para demostra que pode mesmo, que tem controle de si, ela para por alguns dias, semanas e ate meses – mas nesse caso substitui um vicio por outra coisa. E depois que percebe que as suspeitas se foram ela retorna ao vicio inicial.

Vivi, como sabe disso?
Como mencionei acima, eu tenho um caso de abuso de drogas na minha família, meu pai é alcoólatra, e ele não assume isso, sempre que inciamos uma conversa, ou fazemos uma intervenção, ele fala vou parar, e para – por meses até. Mas substitui o vicio do álcool por mais consumo de cigarros ou por culinária ( o ultimo confesso que é bom). Assim que achamos que ele tem o controle, ele volta ao vicio e volta pior, pois ao que me aprece, desconta todos os dias que ficou sem ingerir álcool em um único dia.  
Imagem Tribunadomoxoto.com
Combater drogas e alcoolismo

E quando acontece na família, o que fazer?
Se você tem uma pessoa (assim como eu), na sua família que tem abusado de drogas, o mais importante do que buscar culpados, é tentar descobrir formas de ajudar no caso. Conversar sem julgar, e procurar ajuda, o mais rápido possível, em centros especializados. Nesses lugares, você recebera informação de como lidar, com os sentimentos de insegurança, vergonha, medo, solidão e culpa para a família toda.
Onde e como procurar ajuda?
Existem vários estágios para o uso de drogas, e cada um requer um tipo específico de ajuda:
Os estagio inicial:  é recomendado um aconselhamento e orientação, tanto para a família como para o sujeito. Isso pode ser feito pelos familiares e amigos, como já mencionado, por um médico de confiança.
Para estágios de dependência:  é preciso tratamento especializado,  os dependentes podem ter dificuldades para perceber o problema e aceitar, só a orientação não ajudará nesse caso, o melhor que censurar o uso,  é apresentar evidências das perdas e mudanças que ocorrem na vida deste indivíduo e indicar ajuda em um dos centros de orientação familiar.

Imagem Depositphotos Custos de álcool e droga

Mas e os custos destes tratamentos são altos?
Tenho que dizer que sim, mas existem também serviços gratuitos que são bons. Porém nenhum serviço gratuito cobrirá todos os custos. Muitas pessoas acreditam que por ser gratuito ou ser do governo que não devem pagar nada, mas não é bem assim, todo tratamento tem seus custos, sejam esses: transporte, alimentação, medicamento,  tempo etc.
As clinicas e os profissionais  particulares  cobram um preço justo por seu atendimento, dependo do pacote contratado. No entanto é preciso ficar atento. Existem muitas e muitas pessoas cobrando preços caros em troca de soluções milagrosas que não existem, e outras que cobram preços baixíssimos por tratamentos que custam caro, só para ganhar dinheiro fácil. É preciso fazer uma pesquisa extensa, procurar informações e orientações, antes de iniciar um tratamento.
E o mais importante, o individuo envolvido diretamente com o problema deve aceitar participar do tratamento, nenhum tratamento é feito a força.
Um exemplo de serviço bom e gratuito é o Viva Voz que oferece informações e orientações pelo telefone 132. Ele é divulgado pela Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas,  na Campanha Nacional Sobre Drogas nas Escolas Superiores, do Governo Federal do Brasil.
Espero que tenha te ajudado de alguma forma com este post. Se gostou compartilha com outras pessoas para que a informação chegue ao maior números de pessoas.

Outros informativos:
Centro de Acolhimento SOS Drogas
Cartilha de orientação sobre drogas PDF
Centro de orientação a família (COR)
Centro de orientação familiar (COF)



Grande beijo.


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