Professores: Quantidade X Qualidade
No decorrer da minha vida acadêmica, me deparei com diversos categorias de profissionais, e os professores tiveram um significado importantíssimo para mim, de modo que hoje, estudo pedagogia. Fui criada de maneira a respeitar os professores, como se respeita pai e mãe, pois querendo ou não, passamos mais tempo com os professores, do que de fato com nossos pais. Tenho comigo que, o jeito de dar aulas de um professor, interfere diretamente na qualidade de ensino e no aprendizado do aluno, e sei exatamente a diferença entre um ótimo professor e um professor que esta li porque foi o que conseguiu, o que lhe restou. Infelizmente exite muitos atuando no meio acadêmico que se encaixa esse último ponto. Em meio aos meus estudos e entre as leituras obrigatórias da matéria, vi um trecho que me impactou muito.
No livro: Currículo na escola e currículo da escola - reflexões e proposições
Editora: Intersaberes Autores: Deborah H. L. de Paula e Rubian M. de Paula 1ª edição 2016
Pagina 25 paragrafo 5 - Se lê: "[...]. Os professores deveriam se preocupar não com a quantidade de conhecimentos desenvolvidos, mas com a qualidade da aprendizagem."
O trecho tratava do movimento Escola Nova, que traz um currículo escolar que permite ao professor ser mediador e usar a experiência de cada aluno para direcionar as aulas, mostrando uma diferença gritante na metodologia tradicional. Então quero começar esse relato, dizendo que, não são todos os professores que pensam e agem assim. Mas alguns, ainda caem nesse problema, principalmente quando estão atrasados com o conteúdo programado, devido a ações externas (greves, paralisações, feriados, etc). E esquecem que de fato a qualidade é mil vezes melhor que a quantidade.
Essa passagem me lembrou de uma experiência que minha turma passou, ainda o ensino fundamental II (sétima ou oitava serie, não lembro muito bem do ano), só sei que o acontecido não foi nada agradável e até um pouco traumático - tanto que ainda me lembro. Nossa professora de matemática (uma disciplina que eu em particular, tenho muita dificuldade), querendo correr com o conteúdo, que foi perdido devido à paralisação dos professores, entrou em sala, pegou um livro e escreveu, escreveu, escreveu [...], conteúdo atras de conteúdo. Como alunos copiamos e copiamos, e ficamos ali, esperando uma explicação, nada de explicação! Como em toda sala, em que seres humanos se encontram, há conversas, isso faz parte da convivência, não somos robôs. Chegou uma hora, que ela se irritou com o barulho em sala, questionou nossa dedicação aos estudos, brigou conosco e claro o circo estava armado.
Juro que não foi desrespeito pelo profissional que ela representava, mas a turma, veja bem, não somente eu, mas uma sala com mais ou menos 40 alunos, não concordou com essa atitude, com esse meio. Caramba! Haviam conteúdos que se quer tínhamos noção. Isso não é dar aula. E sinto dizer: Caros professores, sei que precisam ser valorizados, e apoio isso, mas os alunos não tem culpa, e eles são devem ser prejudicados, enquanto vocês estão atrás de melhores condições de trabalho, isso porque, do que adianta lutarem por respeito, salario e outros benefícios, se dentro da sala de aula, onde deveria ter aliados dessa luta, vocês os desvalorizam? Saibam que os alunos também estão atrás de melhores condições de estudo. Ao em vez de ajudarmos uns aos outros, estamos puxando os tapetes e massacrando os que estão caídos em baixo. Precisamos sim de professores, mas vocês também precisam de alunos.
Continuado a história, houveram varias discussões, exaltações, reclamações, direto com a professora, ali mesmo na sala, pois não entendemos nada, naquele momento a matéria ao em vez de ensinar, nos deixou ainda mais leigos. A coisa foi feia. A maneira que a professora, tentou controlar a situação, foi apelando pela autoridade do professor dentro da sala de aula, uma prática tradicional na área educacional, mas é preciso respeito mutuo para se ter autoridade, e isso ela não tinha no momento, contornar a situação não foi tarefa fácil. Mas depois de muito, a professora em fim entendeu, que a qualidade é a melhor forma de passar o conteúdo, e que sobrecarregar os alunos com quantidade exuberantes de conteúdos, não ajudaria a aprender, e até acabaria atrasando mais a programação, pois haveriam muitos alunos (assim como eu) perdidos no conteúdo. Assim para terminar ela explicou o tinha escrito e diminuiu o ritmo, e entendeu que as paralisações atrapalharam a todos, não somente o plano curricular programado, mas os alunos que ficaram sem aulas, e os professores que até saíram machucados das caminhadas em prol da causa.
Isso é mais uma reflexão e um desabafo meu, sobre uma experiência que tive e me veio a mente ao ler o trecho do texto acima. Pude perceber duas mudanças, analisando essa situação.
1) a professora acreditava de verdade que passar todo o conteúdo atrasado era a melhor forma de dar continuidade as aulas e cumprir o cronograma pedagógico.
2) a professora teve um crescimento incrível e ganhou muito mais respeito e autoridade dentro de sala, ao escutar a turma e rever seus conceitos.
Mas ainda existem muitos professores, que não voltam atrás numa decisão. Por isso, você aluno, nunca desista da sua opinião por medo, às vezes você pode mudar a situação em que se encontra a sua turma, apenas dialogando e explicando os fatos, a outros professores, aos coordenadores e diretores do colégio, Jamais parta para agressão. Nós professores (me incluo nessa), não mordemos, podemos não concordar com sua opinião, mas precisamos: ouvir, ter respeito e pensar sobre o assunto usando empatia.
Com isso desejo Boas aulas.


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